Quando era de manhã e Glorinha se acordava para dar comida aos passarinhos que a esperavam no quintal, ela ia correndo e gritando: hora de comer, passarinhos! Está na hora de comer!
Então o seu avô, Seu Cândido, a chamava, afagava a sua cabeça e pedia com doçura nos olhos e na fala: Não dê tempo aos passarinhos.
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4.9.11
26.8.11
o tempo, parte II
O trabalho com os relógios havia ajudado ao Seu Cândido a serenar quando o que se quer mesmo fazer é trovejar. Pois havia aprendido que tempo não é relógio, dinheiro, remédio... Ele sabia que, muitas vezes, nem o tempo cura. Para ele, tempo era aprendizagem, sabedoria. Um livro à disposição de analfabetos e doutores, míopes e estigmáticos, daltônicos, juízes e réus. Um livro de respostas para muitas perguntas. Mas ele sabia que, muitas vezes, nem o tempo é capaz de dizer.
24.8.11
o tempo, parte I
Sempre que interrogado sobre sua ocupação, Seu Cândido respondia que trabalhava com o tempo. A verdade era que ele trabalhava com as horas e passava a maior parte dela na sua oficina consertando relógios. Ele era Cândido no nome e na alma. E fazia jus ao nome que recebera no nascimento assim como os pássaros o fazem. (...)
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